domingo, 23 de março de 2014

Etica e cidadania

Icone de Rio e cidadesRIO E CIDADES

publicado em 16/05/2010 às 10h00:

Reciclagem no Rio de Janeiro não alcança
nem 1% do lixo produzido todo mês

Comlurb pretende ter cinco vezes mais ações de coleta seletiva em até quatro anos
Camila Ruback, do R7, no Rio
Divulgação ComlurbDivulgação Comlurb
População colabora pouco com a coleta seletiva no Rio, segundo a Comlurb
A cidade do Rio de Janeiro produz cerca de 264 mil toneladas de lixo por mês (cerca de 8.800 toneladas por dia), mas os materiais recicláveis, que vêm da coleta seletiva, somam só 600 toneladas mensais, o que não representa nem 1% do total.
A informação é do assessor da diretoria técnica industrial da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana), José Henrique Penido. Ele reconhece o problema, mas se mostra otimista ao citar um projeto da prefeitura junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para que a coleta seletiva seja ampliada em até cinco vezes nos próximos quatro anos.
- A coleta seletiva representa muito pouco diante do total de lixo recolhido no Rio. Não chega nem a 1%, mas o mais importante é que, dentro de quatro anos, vamos multiplicar por cinco o que coletamos hoje. Os estudos já estão sendo feitos. Será um alcance enorme porque o projeto do BNDES inclui a construção de galpões [de reciclagem] para os catadores.
Penido explicou que a prefeitura não possui nenhum galpão de reciclagem atualmente. A coleta seletiva ocorre em 42 bairros, onde caminhões passam nas datas previstas para recolher os produtos separados pela população (vidro, papel, metal e plástico). O material então é levado para a cooperativa mais próxima (são 1.740 cooperativas registradas), para a usina de compostagem do Caju (130 cooperativados) ou para a estação de transferência com catação em Irajá (40 cooperativados). Nestes locais, os resíduos passam por uma esteira e retira-se os produtos que podem ser reciclados.
Alto custo é obstáculo
A principal dificuldade na coleta seletiva hoje, segundo o especialista, é o alto custo que ela envolve, assim como a falta de consciência ambiental da população. Coletar uma tonelada de material reciclável custa cerca de R$ 850, mas os catadores só conseguem vender esta carga por cerca de R$ 150 a R$ 200.
- Coleta seletiva é caríssima. Recolher uma tonelada desse material demanda tempo e custa em média R$ 850, enquanto a coleta normal custa em torno de R$ 60. A ideia é conscientizar a sociedade. O caminhão não pode ficar correndo atrás do reciclável. É o reciclável que tem que correr atrás do caminhão.
Para José Henrique Penido, o ideal da reciclagem seria que a Comlurb, representando o poder público, participasse do processo somente como reguladora do sistema, sem executar. Mas, como o reciclável não é empresarialmente atrativo por ter baixo valor de mercado, a companhia de limpeza precisa continuar investindo, mesmo que seja o mínimo, para oferecer a atividade de reciclagem aos catadores.
- Milhares de cariocas dependem deste trabalho para sobreviver. Em muitos casos, a única renda familiar vem do lixo.
Tratamento não é obrigatório
Penido contou ainda que a Comlurb não pretende aumentar o número de usinas, pois, afinal, segundo regras ambientais internacionais, ela não tem a obrigação de tratar o lixo.
- O tratamento do lixo não deve ser visto como algo obrigatório por parte da Comlurb. O obrigatório é dar tratamento sanitário e ambientalmente adequado. Fazemos isso através dos dois aterros [Gramacho e Gericinó], de acordo com a recomendação de órgãos internacionais. Enquanto os aterros forem mais baratos, não precisamos encarar uma outra solução. Só vamos tratar todo o lixo quando encontrarmos uma forma que seja, no mínimo, competitiva com o aterro sanitário. Isso ainda não existe na realidade do Rio de Janeiro.
O servidor reconhece, porém, que faltam campanhas de conscientização por parte da Comlurb para que a população se sinta parte do processo de limpeza urbana.
- É preciso mais habilidade de conquistar a sociedade e informar sobre o trabalho que é realizado. A população joga lixo na rua, não sabe para onde vai nem quanto custa. Acho que a Comlurb tem que investir mais nisso.
O biólogo, mestre em ecologia e professor de gerenciamento de ecossistemas do Centro Universitário da Cidade, Mário Moscatelli, concorda.
- Somente a educação pode mudar a situação do lixo no Rio de Janeiro. Isso porque o poder público não tem empenho, e sofre dificuldades para aplicar a coleta seletiva e para reciclar os resíduos.
Os moradores do Rio de Janeiro interessados em participar da coleta seletiva de lixo podem ter mais informações através do site da Comlurb ou pelo telefone (0xx21) 2204-9999.
http://noticias.r7.com/cidades/noticias/reciclagem-no-rio-de-janeiro-nao-alcanca-nem-1-do-lixo-produzido-todo-mes-20100516.html
COMENTÁRIO:

O lixo é um grande problema no Rio de Janeiro, não só nas comunidades mas em toda cidade. Não temos lixeiras suficientes pela rua, nem locais apropriados para colocar o lixo nas comunidades onde os garis não sobem. E o lixo acaba pela rua ou piorando a situação de encostas e morros.
A prefeitura estabeleceu uma regra que qualquer pessoa que jogue lixo no chão paga uma multa. Mas não basta só a multa, tem que educar,colocar em mais lugares a coleta seletiva, criar programas de reciclagem e diminuir os lixões e esgotos na praia. É preciso que o governo se preocupe de verdade com esta questão e não queira só colocar multa e tratar punindo. É preciso educação. E também bons exemplos, ao contrário do que tivemos o do prefeito, que foi filmado jogando um resto de fruta no chão da cidade. Ele é o primeiro que precisa ser multado..



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mundo




Invasão da Ucrânia por russos seria uma "escalada escandalosa", dizem EUA

Do UOL, em São Paulo

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Crise na Ucrânia200 fotos

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23.mar.2014- Manifestantes pró-Rússia participam de protesto, neste domingo, no centro de Odessa, na Ucrânia Alexey Kravtsov/AFP
A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas (ONU),  Samantha Power, disse neste sábado (15) que uma eventual invasão da Ucrânia por tropas russas seria uma "escalada escandalosa". Ela conversou com jornalistas sobre o assunto após a reunião do Conselho de Segurança da ONU.

ENTENDA A IMPORTÂNCIA DA CRIMEIA

A declaração foi feita depois que a Ucrânia acusou a Rússia de ter invadido militarmente o seu território com 80 soldados, helicópteros e veículos blindados, em uma aldeia situada no outro lado da fronteira administrativa entre a Península da Crimeia e a Ucrânia continental.
"Devemos estudar" essas informações, disse a representante dos EUA, após a votação do Conselho de Segurança da ONU sobre uma proposta de resolução denunciando o referendo sobre o destino da Crimeia, previsto para domingo (16). A Rússia vetou a resolução e a China se absteve.
"Se a Rússia ainda agravou o que fez na Crimeia atravessando a fronteira no sul do país, será uma escalada escandalosa", declarou a embaixadora.
A Ucrânia afirma que destacou soldados paraquedistas para repelir uma suposta tentativa de invasão das a uma região adjacente à Crimeia, afirmou o Ministério da Defesa ucraniano em comunicado.
"Unidades das forças armadas da Ucrânia repeliram hoje uma tentativa de homens das forças armadas da Federação Russa de entrar no território da região de Kherson, em Arbatskaya Strelka", afirmou o ministério em comunicado. "A tentativa foi repelida imediatamente."
O comunicado informou que os militares ucranianos usaram aviões, forças em terra e seu batalhão aeromóvel na operação. O território em questão é uma longa faixa de terra paralela à península da Crimeia, agora controlada por forças russas.
A Ucrânia acusou ainda "agentes do Kremlin" de fomentarem violência e mortes em cidades de idioma russo no país e pediu que a população não se levante ante às provocações, que seus novos líderes temem que sejam usadas para justificar uma invasão mais profunda, depois da tomada da Crimeia.
O presidente em exercício da Ucrânia Oleksander Turchinov, em um discurso no Parlamento, referiu-se às três mortes nos últimos dois dias em Donetsk e Kharkiv e disse que há um "perigo real" de uma invasão de forças russas pela fronteira leste da Ucrânia.
O ministério ucraniano dos Relações Exteriores pediu "a retirada imediata" destas forças e ameaçou responder "com todos os meios para parar a invasão militar" russa.

"Isolamento diplomático"

Samantha Power afirmou que Washington considera que "a Rússia devia responder pelas suas ações" e poderia ser submetida "a um isolamento diplomático e econômico", uma alusão à ameaça de sanções sugeridas pelos Estados Unidos, na crise ucraniana.
Questionado sobre as informações provenientes de Kiev, o embaixador britânico, Mark Lyall Grant, demonstrou preocupação. "Se as informações forem exatas, seria uma escalada perigosa", disse.
O presidente da França, François Hollande, disse hoje que a União Europeia não considerará válido o referendo convocado na Crimeia para este domingo (16) sobre sua anexação à Rússia.
Em um discurso à imprensa junto ao primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, o presidente da França, François Hollande, pediu à Rússia que seja encontrada uma solução política que respeite a integridade territorial da Ucrânia, e advertiu que, se não houver um recuo, os europeus decidirão na segunda-feira a imposição de punições.
Paralelamente, a Ucrânia anunciou que assinará um acordo de associação e livre mercado com a União Europeia. (Com Agência Brasil)
http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2014/03/15/invasao-da-ucrania-por-russos-seria-uma-escalada-escandalosa-dizem-eua.htm?mobile


COMENTÁRIO:
A Rússia está tentando reanexar os países união Soviética. Mas um dos países é a Ucrânia, que está recusando a fazer parte de novo da união Soviética. O presidente russo Vladimir Putin está posicionando as tropas russas para a invasão da Ucrânia. A União Européia não concorda com essa invasão e se a Rússia invadir, vai haver uma guerra muito séria naquele local. 
Os países precisam entender o direito de escolha dos outros e respeita-lo. A Rússia precisa aceitar a recusa da Ucrânia, pois seu povo e governo tem o direito de escolher.E pensar também que é preciso evitar que uma guerra aconteça pois isso só trará coisas ruins e sofrimento para seu povo.





cultura

A ORIGEM DO CARNAVAL

História do carnaval no Brasil

O carnaval no Brasil tem suas raízes históricas no período colonial, tornando-se uma lucrativa atividade comercial no século XX.

Desenho de Jean Baptiste-Debret (1768-1848) mostrando a brincadeira do entrudo entre os escravos
Desenho de Jean Baptiste-Debret (1768-1848) mostrando a brincadeira do entrudo entre os escravos
A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos. Estes saíam pelas ruas com seus rostos pintados, jogando farinha e bolinhas de água de cheiro nas pessoas. Tais bolinhas nem sempre eram cheirosas. O entrudo era considerado ainda uma prática violenta e ofensiva, em razão dos ataques às pessoas com os materiais, mas era bastante popular.
Isso pode explicar o fato de as famílias mais abastadas não comemorarem junto aos escravos, ficando em suas casas. Porém, nesse espaço havia brincadeiras, e as jovens moças das famílias de reputação ficavam nas janelas jogando águas nos transeuntes.
Por volta de meados do século XIX, no Rio de Janeiro, a prática do entrudo passou a ser criminalizada, principalmente após uma campanha contra a manifestação popular veiculada pela imprensa. Enquanto o entrudo era reprimido nas ruas, a elite do Império criava os bailes de carnaval em clubes e teatros. No entrudo, não havia músicas, ao contrário dos bailes da capital imperial, onde eram tocadas principalmente as polcas.
A elite do Rio de Janeiro criaria ainda as sociedades, cuja primeira foi o Congresso das Sumidades Carnavalescas, que passou a desfilar nas ruas da cidade. Enquanto o entrudo era reprimido, a alta sociedade imperial tentava tomar as ruas.
Mas as camadas populares não desistiram de suas práticas carnavalescas. No final do século XIX, buscando adaptarem-se às tentativas de disciplinamento policial, foram criados os cordões e ranchos. Os primeiros incluíam a utilização da estética das procissões religiosas com manifestações populares, como a capoeira e os zé-pereiras, tocadores de grandes bumbos. Os ranchos eram cortejos praticados principalmente pelas pessoas de origem rural.
Desenho de Angelo Agostini (1843-1910) mostrando o carnaval no Rio de Janeiro, publicado na Revista Ilustrada, em 1884.
Desenho de Angelo Agostini (1843-1910) mostrando o carnaval no Rio de Janeiro, publicado na Revista Ilustrada, em 1884.
As marchinhas de carnaval surgiram também no século XIX, cujo nome originário mais conhecido é o de Chiquinha Gonzaga, bem como sua música O Abre-alas. O samba somente surgiria por volta da década de 1910, com a música Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida, tornando-se ao longo do tempo o legítimo representante musical do carnaval.
Na Bahia, os primeiros afoxés surgiram na virada do século XIX para o XX, com o objetivo de relembrar as tradições culturais africanas. Os primeiros afoxés foram o Embaixada Africana e os Pândegos da África. Por volta do mesmo período, o frevo passou a ser praticado no Recife, e o maracatu ganhou as ruas de Olinda.
Ao longo do século XX, o carnaval popularizou-se ainda mais no Brasil e conheceu uma diversidade de formas de realização, tanto entre a classe dominante como entre as classes populares. Por volta da década de 1910, os corsos surgiram, com os carros conversíveis da elite carioca desfilando pela avenida Central, atual avenida Rio Branco. Tal prática durou até por volta da década de 1930.
Entre as classes populares, surgiram as escolas de samba na década de 1920. As primeiras escolas teriam sido a Deixa Falar, que daria origem à escola Estácio de Sá, e a Vai como Pode, futura Portela. As escolas de samba eram o desenvolvimento dos cordões e ranchos. A primeira disputa entre as escolas ocorreu em 1929.
As marchinhas conviveram em notoriedade com o samba a partir da década de 1930. Uma das mais famosas marchinhas foi Os cabelos da mulata, de Lamartine Babo e os Irmãos Valença. Essa década seria conhecida como a era das marchinhas. Os desfiles das escolas de samba desenvolveram-se e foram obrigados a se enquadrar nas diretrizes do autoritarismo da Era Vargas. Os alvarás de funcionamento das escolas apareceram nessa década.
Em 1950, na cidade de Salvador, o trio elétrico surgiu após Dodô e Osmar utilizarem um antigo caminhão para colocar em sua caçamba instrumentos musicais por eles tocados e amplificados por alto-falante, desfilando pelas ruas da cidade. Eles fizeram um enorme sucesso. Mas o nome somente seria utilizado um ano depois, quando Temistócles Aragão foi convidado pelos dois. Um novo veículo foi utilizado, com a inscrição “Trio Elétrico” na lateral.
O trio elétrico conheceria transformação em 1979, quando Morais Moreira adicionou o batuque dos afoxés à composição. Novo sucesso foi dado aos trios elétricos, que passaram a ser adotados em várias partes do Brasil.
Cena do carnaval em Olinda, Pernambuco.*
Cena do carnaval em Olinda, Pernambuco.*
As escolas de samba e o carnaval carioca passaram a se tornar uma importante atividade comercial a partir da década de 1960. Empresários do jogo do bicho e de outras atividades empresariais legais começaram a investir na tradição cultural. A Prefeitura do Rio de Janeiro passou a colocar arquibancadas na avenida Rio Branco e a cobrar ingresso para ver o desfile. Em São Paulo, também houve o desenvolvimento do desfile de escolas de samba a partir desse período.
Em 1984, foi criada no Rio de Janeiro a Passarela do Samba, ou Sambódromo, sob o mandato do ex-governador Leonel Brizola. Com um desenho arquitetônico realizado por Oscar Niemeyer, a edificação passou a ser um dos principais símbolos do carnaval brasileiro.
O carnaval, além de ser uma tradição cultural brasileira, passou a ser um lucrativo negócio do ramo turístico e do entretenimento. Milhões de turistas dirigem-se ao país na época de realização dessa festa, e bilhões de reais são movimentados na produção e consumo dessa mercadoria cultural.
* Crédito da imagem: Adam Gregor e Shutterstock.com
http://www.brasilescola.com/carnaval/historia-do-carnaval-no-brasil.htm


COMENTÁRIO:
O carnaval é uma festa religiosa que antecede a Quaresma, que é a preparação da páscoa. A páscoa representa o renascimento de Cristo.Na história, a gente persebe que a  Quaresma foi feita para as pessoas refletirem, não comerem carne e jejuarem, porque antigamente se acreditava que a carne fazia o ser humano ter desejos.

O carnaval se originou daí como uma festa em que as pessoas consumiam muitos quilos de carne para ficar 40 dias sem comer. Hoje é uma festa popular, que acontece em todo o Brasil, onde as pessoas usam fantasias e desfilam pelas ruas, ao som de blocos e músicas. Uma festa alegre e muito importante para o turisto, principalmente do Rio de Janeiro, onde temos o desfile das escolas de samba que chamam a atenção de muita gente, até no exterior.

política

Greve dos garis chega ao fim no Rio de Janeiro


Gustavo Maia
Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Marcelo Carnaval/ Agência O Globo
    Greve da Comlurb chega ao fim após negociação no tribunal do trabalho. Na foto, garis posam com o chefe da Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Teixeira, que afirmou que a negociação encerra esse episódio e a "ressaca do Carnaval"
    Greve da Comlurb chega ao fim após negociação no tribunal do trabalho. Na foto, garis posam com o chefe da Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Teixeira, que afirmou que a negociação encerra esse episódio e a "ressaca do Carnaval"
A greve dos garis chega ao fim no Rio de Janeiro, após reunião de acordo entre a comissão dos trabalhadores e representantes da prefeitura no TRT-RJ (Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro). A Prefeitura do Rio de Janeiro aceitou a contra proposta de salário-base de R$ 1.100 e tíquete alimentação diário de R$ 20. Os garis se comprometeram a retornar ao trabalho ainda neste sábado (8).
O chefe da Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Teixeira, disse que a negociação encerra esse episódio e a "ressaca do Carnaval". "Decidimos aceitar [o acordo] para botar uma pá de cal nessa situação porque entendemos que os garis são um símbolo para nossa cidade", afirmou.
Em entrevista coletiva, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que o final da greve dos garis lhe devolveu o controle da situação. Anteriormente, o prefeito havia dito que não se tratava de greve e sim, de "motim". Questionado como se sentia como capitão da cidade, ele respondeu: "Me senti como um capitão que retomou o controle da nau".
Com o acordo, os garis passam de salário base de R$ 802,57 para R$ 1.100, um aumento de 37%. E o tíquete alimentação, que estava em R$ 12, teve elevação de 66% e ficará agora em R$ 20. Os garis também recebem insalubridade de 40%, o que representa um salário final de R$ 1.540.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/03/08/greve-dos-garis-chega-ao-fim-no-rio.htm

COMENTÁRIO:
A greve dos garis foi um movimento realizado por um motivo muito importante, o aumento salarial! Um gari ganha cerca de R$ 800,00 reais, o  que torna quase impossível sustentar sua família. É uma importante profissão, fundamental para toda cidade e não é valorizada e respeitada.

O prefeito Eduardo Paes, numa atitude muito errada, xingou os garis por eles terem feito essa greve, chamando-os de criminosos e não deu aumento de salário que eles pediam. Com a greve feita no carnaval, os garis mostraram a importância do seu trabalho para a cidade e fizeram o prefeito rever sua posição. Com todo o lixo do carnaval nas ruas, a cidade cheia de turistas, ele foi obrigado a dar o aumento de salário de mais 40%. Eles passaram a ganhar R$ 1540,00 reais e também ganharam um passo livre para almoçar. Mostraram para os governantes a força de uma profissão e o respeito que se precisa ter por qualquer trabalho público, pois todos são importantes para a harmonia da cidade.